Me sinto desgastado pelo solo que caminho, pelas batalhas que sobrevivo - dessas que carrego marcas. Machucado dessa luta pela vida do outro - por sua vida - pela vida de quem não se importa e me olha como se eu estivesse fazendo horror. Lutar ainda, mesmo que não seja a intenção da iniciativa, pela vida de quem te machuca no caminho e sim, ter que resistir e se encorajar por aquelas que não tem sangue para isso - ou tem veias frias de mais - ou fingem que não fazem parte desse meio - insensíveis.
Momento de quedas e desânimos parecem fazer parte disso. Certas atitudes individualistas/mimadas/ignorantes das pessoas me deixam realmente triste...
Mas é preciso continuar ativo no campo, pois muito da(s) vida(s) depende(m) de simples atos como o de permanecer em pé com coragem no peito e a decisão na mão.
Sobre a revolta da catraca:
http://revoltadacatraca.wordpress.com
Assine contra o projeto de lei conhecido como "Projeto Floresta Zero" - que permite que 50% da vegetação nativa em propriedade privada na Amazônia seja devastada.
http://www.meiaamazonianao.org.br
"Se Junichi Sato e Toru Suzuki cometeram um crime por se oporem ao um escândalo e à corrupção da caça de baleias japonesa, vocês também precisam me prender por apoiá-los.
Todos nós que nos esforçamos para salvar as baleias, seja dispondo nosso tempo, dinheiro ou assinando cartas, petições, marchas ou cartões virtuais, somos cúmplices das ações de Junichi e Toru.
Se vocês começarem a prender pessoas por defenderem as baleias, precisarão prender milhares ao redor do mundo."
http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/jap-o-se-defender-as-baleias
Contra o arroz transgênico Bayer, que quer usar o Brasil como cobaia...
http://www.greenpeace.org.br/arroz_cobaia/
Altas dosagens de urânio foi encontrado em água usada para o consumo na Bahia.
http://www.greenpeace.org.br/uranio/
Abraço.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
Amanhã acordarei antes do sol, claro, só para desperir da lua, e logo voltarei a dormir, para que o sol tenha sua chance de me acordar mais tarde. Os ônibus são apenas um fato que não muda sua rotina. E nem é bom ficar em casa descançando, né? (sem onibus para ir para a aula)
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sábado, 17 de maio de 2008
Círculo Brilhante
O que o reaviva é olhar para o negro azul do céu, ver o reflexo de um círculo brilhante naquelas gotas d'água sob a natureza de seu quintal - flores e plantas que ali moram desde sempre e sempre o apóiam com sorrisos e folhas novas.
Ele vive a sentar na grama e dali de perto escutar os silenciosos galhos que se põe a, com o vento, conversar.
Olhando as mil estrelas ele põe-se a cantar e tocar sinfonias com suas memórias e sonhos - e a lua o faz parar e silenciosamente a observar...
Tal silêncio que com o presente (tempo) vem a se perder (ou tornar-se eterno) e o que parece é que não teremos mais o negro azul do céu para olhar, nem uma lua para admirar.
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sábado, 19 de abril de 2008
Frias ruas
Passo nessas ruas - que são frias - e vejo caminhadas de rotina para todos os lados. Cada qual com seus objetivos, como se fosse o único. Pensando em seus problemas e afazeres, vão todos com pressa de chegar no doce, como se fossem formiguinhas.
Passando por mil faces desconhecidas, mil possibilidades - dispersas se vão sem nem as perceber.
O porque das pessoas se designarem a uma única reta - o mesmo as fazem frias.


como fantasmas
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sábado, 8 de março de 2008
Forte luz.
Da janela despertou aquele desejo, pois lá de fora, uma forte luz o chamava incansavelmente e seus olhos curiosos não podiam fugir. Não tinha forma, não haviam mais sombras, tudo estava coberto por aquela luz. Quando se debruçou na humilde janela de madeira, paralisou e ali ficou por alguns minutos e enquanto ali permanecia, sem mesmo piscar, começava a perder sua consciência - então compreendia a forma daquela luz.
Penetrando mais profundamente os olhos naquela indecifrável forma luminosa, começava a ver uma sombra dentro de si, que pouco a pouco ia sumindo na mesma velocidade em que a luz ia passando de seus olhos e tomava conta de sua mente.
Concentrado ali, podia ver que era cristalina e não podia mais fechar seus olhos, não podia mais respirar, o vento entrava rapidamente e cada vez mais rápido - fora de controle, parecia não ter limite e aquela era uma sensação prazerosa que logo viria a ser cansativa, isso é, se ele estivesse naquele momento consciente.
Com o tempo, depois de a luz chegar internamente aos seus pés, preenchendo lado a lado, todo canto de seu corpo e mente, começa retornar a consciência e ar não lhe falta. Mas falta sim, algo - algo que havia perdido naquela imensidão de luz. Em sua confusa mente havia uma impressão de que segundos atrás sabia sobre tudo e toda sua vida, da vida dos outros também, mas não lembrava mais de nada e nem teria certeza se perguntassem quem era ele.
Tomou d'um copo que perto dali estava e agora podia fechar seus olhos, estava refrescado e muito assustado, confuso e perturbado, não sabia se realmente viu aquilo. Aquilo que por algum motivo, retirava todas suas curiosidades que até ali tinha, retirava também todas suas vontades, sonhos, e com certeza, se ninguém entrasse por aquela porta, que se encontrava logo ao lado da janela, não sairia de casa e nunca mais viria o mundo.
Estava no chão, chorando sobre a madeira escura que o sustentava. Não teria mais seus motivos para viver, quando derrepente caem lágrimas de outra pessoa, que embora ele não soubesse, estava ali escondida, atrás da cortina da janela - acompanhou tudo, não viu luz alguma e estava disposta a ajuda-lo, mas estava naturalmente assustada e confusa também.
Conversaram e logo tudo se acalmou, por um sonho não viveu e passou a vida tentando esquecer do sonho que havia tido aquela noite - tristes estrelas que o acompanharam.
...Eu não falava de crença.
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Verde frescor e um desenho
Verde frescor
Deitarei naquela cama, cama de folhas verdes e vivas, tão verdes e vivas... E então dormirei com um profundo alívio, sentindo aquele frescor do frio vento sul.
Em meus sonhos eu gritarei retirando todo o ar dos pulmões e inspirando um ar fresco, do vento sul, sentirei aquele frescor de quem toma uma ácida limonada.
Preciso de um abraço e dormir - sonhar com isto para sempre.
Um desenho
Um desenho que venho fazendo, pego uma folha e começo a desenhar ele, digo 'venho fazendo' porque é a terceira vez que o desenho, e ele vem se expandindo! Começando pela tocha, cria ondas na poça, que é cercada de capim, que também cercam uma árvore, que tem uma toca - uma casa. Também uma casa ao fundo... Infelizmente não dá para ver direito, mas há um caminho da casa até o lago...(ou poça) :)
Dei uma pintada (pela primeira vez faço isso) no photoshop para ver como ficava - Na imagem acima fica melhor.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
Cansado...

Cansado sim, cansado.
Estou cansado de esperar, esperar com que o vento termine de arrastar as conhecidas ondas para bater nas antigas rochas cheias de limo e então fazer aquele belo som - muito particular, de forma repetitiva mas sempre com seus detalhes diferentes e devo dizer que é bom para dormir.
Talvez cansado de ver aquelas aves voando e roubando o peixe das companheiras, brigando para matar a fome, garantindo sua sobrevivência diária naturalmente.
Cansado de muita coisa, o suficiente para dormir muito, muito, muito e muito. Dormir o dia inteiro e depois notar que a noite não é o suficiente para matar este cansaço.
Então mais tempo, preciso dormir por séculos, hibernar por todas estações e logo pela manhã de amanhã acordar energético, livre e energético para respirar, para ouvir, cantar, observar e amar.
Muito sono, sono que não deixa o sol nascer, sono que não deixa chover, sono para não deixar a lua aparecer, sono para sonhar com um profundo e longo descanso.
Cansado de escrever, cansado de...
Boa noite.
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João Antônio Cardoso
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